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Meu e Teu Tempo

"O importante não é o que fazem de nós, mas o que nós próprios fazemos daquilo que fazem de nós"

Um Beijo

   

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Um Beijo

 
 
Se um malmequer apenas

Fosse maior que um beijo

Implorava aos Ceus um jardim.

Depois meu amor enviava-te
 
 a morada pelo vento...por essas
 
estradas  e  oceanos sem fim

E  dentro do meu e teu cansaço
 
da minha e tua angustia

Talvez pudesses lá passar...
 
E em cada malmequer
 
seria o beijo de cada manhã.
 
Uma manhã carregada de
 
aromas adocicados
 
Impossivel separar-me de ti
 
Por mais distânte que plane
 
Entre a névoa e o nada
 
onde te encontras, regressas
 
a este mundo onde pertenço
 
plantado na Esperança
 
de que é impossivel
 
perder o Beijo.
 
 
 
Madalena
 
(4/07/2008)
 
 
 
 
De todos as geografias
 
o meu caminho é o mais simples
 
  é o teu
 
quando o perfume do beijo
 
é o cúmplice do vento
 
como a cor do poema
 
abrigado no malmequer
 
 
infinito
 
da tua boca.
 
 
lua
 
 
 
(4/07/2008)
 
...as palavras que espero sempre...
 
 
 
 
malmequer - bemmequer andam de mãos enlaçadas,
 
 destinos de amor cruzado entre as margens....
 
entre as margens está o amor, porque sendo água nunca fica
 
parado e corre para desaguar no corpo -pele e fundir-se num beijo.
 
e este malmequer faz lembrar uma outra flor, chamada de margarida,
 
mais branca que o branco malmequer...
 
e dentro dos malmequeres há o malmequer - da- praia,
 
 o malmequer - da - china, o malmequer - dos - beijos ou brejos.,
 
 o malmequer - de - santa maria... tantas tonalidades de amor contidos
 
num malmequer e os beijos ainda serão talvez mais... este malmequer
 
"olho do dia" porque segue o movimento do sol,
 
também lhe chamam Maria-Mole... cada pétala se despetala é uma alma...
 
é um beijo caido...
 
 
...gostei muito porque é intenso  e belo como tudo o que escreves.
 
(4/07/2008)

 

 
 
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Retalhos

 

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Retalhos

Somos feitos de retalhos.

Nós.

 Um Olhár.

São palavras, que atamos e desatamos

sempre.

As mãos aconchegam, amam, traem

e nos apaixonam...

Calem-se os versos por dentro

dos pensamentos.

Por vezes podemos ficar em

silêncio, eu fico tantas vezes,

não precisamos esgotar as palavras.

Temos outros sentidos

podemos libertá-los e assim

eles poderão converar entre eles.

Para quê ofender o Silêncio?

Deixo-me ficar...

Espero pelo dia que tarda

espero que uma tempestade

te traga, sei que resisto

entre as palavras e o cansaço.

O meu caminho são lagrimas

por onde ando descalça

por vezes até á exaustão

alucinante, por vezes caio

nas minhas lágrimas.

Um dia construo um rio

e vou conseguir renascer

em tudo o que faço.

Se pudesse gostaria de me cruzar

aqui num jardim e sentir o

Cheiro doce e profundo das

Camélias que belas são,

e as tulipas suaves  e doces

não esquecendo  as violetas,

os malmequeres e o rosmaninho.

Sejam Felizes!

Beijos

Madalena

(29/06/2008)

 

caminhei exaustivamente
 
por dentro do coração
 
juntei, pedaços, nada mais
 
retalhos, talvez,
 
do que um dia
 
fui.
 
semente, suspiro, raiz.
 
tentei chegar ao epicentro
 
onde se diz que o amor mora.
 
onde encontramos a razão da vida.
 
caminhei em busca do sentido
 
e do mistério.
 
 e ainda não consegui chegar.
 
ao lugar onde está o segredo.
 
 
lua
(30/06/2008)

Eclipse Imanente *

as palavras que me faltam sempre

as da minha amiga Lua!

Beijos

 

 

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Quando o Silêncio Doi

 

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Quando o Silêncio Doi
 
 
 
Resisto entre as palavras e o cansaço.
 
Percorro cada pedra do meu caminho
 
em Silêncio, com desespero tambem.
 
 Um grito calado do interior
 
das Serras e Vales que percorro ao longe
 
apenas com um breve e saudoso Olhár.
 
Rasgo todos os minutos mas nada acontece
 
no vazio da noite, no entre e no durante
 
uma insónia cheia de tormentos.
 
Que amordaçam os soluços da Saudade
 
Dormir Sim, quando todo o Silêncio
 
Doi...quando as vozes murmuram:
 
Tens de dormir, amanhã precisas
 
viver, correr, pular, sentir o sangue
 
ferver até ao delirio!!!
 
Abraço cada fonte da história que faço
 
todos os dias da minha vida... com Sorrisos
 
Por entre os beijos inocentes de flores e
 
perfumes que me adoçam  a minha essência.
 
Madalena
 
25/06/2008
 
 
Quando o silêncio dói gosto de procurar o teu colo,
 
sentir que me afagas as mágoas
 
e me embalas nos teus braços ternos.
 
Quando o silêncio dói deito-me no vazio das palavras,
 
enquanto passas a mão pelo meu cabelo
 
até eu fechar os olhos e me deixar dormir!
 
Quando o silêncio dói...
 
encontro-te do modo como mais preciso
 
para que me possa encontrar!
 
 
Tytta
 
 
(28/06/2008)
 
 
Gostei muito destas tuas palavras
 
e do teu Livro  de Poesias que já o tenho.
 
 
Patrícia Madeira, da Corpos Editora.
 
é maravilhoso!
 
 
 
 
 
Dormir, sim,
quando o silêncio
dói. Mas nunca
se dorme quando
o amor
é uma insónia. Ninguém
ama de olhos
fechados.
 
 
Albano Martins
 
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Trabalho do meu amigo e Artista Plástico
 
... 
 
Porque se tem falado muito em Pedófilia, e ainda
bem é preciso  fazer circular a informação.
Precisamos estár atentos, a este monstro que
nos atormenta, e nunca vacilar...
Denunciar Sempre!
 
 
Beijos e Obrigado*
 
Madalena
 
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Primavera

 

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Primavera

 

O Sol brilha na minha cidade, vou calcorreando pelas

calçadas, vejo as Praças e os jardins que vicejam

flores formosas, ora são rosas, delicadas camélias

os malmequeres singelos...são tantas!!!...

Perdem-se pelos confins, amarelas, violetas,

vermelhas, tons coloridos e alegres.

Volto ao Passado, ainda menina com dois

lacinhos no cabelo, com um vestido de

pintas azuis, sentada num banquinho

com um chapeu de largas abas, observava

na Quinta de meus avós, a graça das campinas,

ficavam penduradas, graciosos brincos de Princesa.

Respirava um ar tranquilo e doce, as borboletas

não me largavam, nem as abelhas...

Fecho os olhos, sinto-me rodeada por

encanto tamanho, florindo com a Natureza.

Ah, Doce Primavera Eterna!

Trago na minh'Alma flores e cheiros felizes,

uma malinha  que me acompanhava

carregada de sonhos, onde tentei separar

os botões de rosas dos seus espinhos...

A Primavera está por aqui, aí,

temos de saber aproveita-la.

Beijos

Madalena

(18/06/2008)

 

o olhar estende-se
 
sobre o desmaiar das árvores
 
as cores da tarde são um poema
 
repetidamente, inteiro-me de esperãnça
 
e sou poente aberto, em fofo de girassol
 
e o mar, o mar está por perto
 
trás um murmúrio de sonho, antigo,
 
intacto na memória do sol
 
  um sorriso de sol
 
lua
 
 
(18/06/2008)
 
...espero-te sempre amiga


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Este trabalho, "CorpoLimiteMobilidade"

uma obra de arte do  Artista Plástico

Gonçalo Martins

a insustentavel indefinição do ser*

porque gosto imenso do teu trabalho

Obrigado. 

Beijo*

 

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O Comboio
 
 

Lembro-me de todas as ruas da minha infância

Quando ando perdida

Que reencontro nas franjas da memória

E da chuva dessa perdida infância...

Parece que tinha mais pingos para eu contar...

E a da minha juventude era mais molhada, mais granizada

Mais certeira que uma hora marcada

E nesta ausência do tempo, o fascinio...

de ser livre...

enquanto molhado o corpo o sorriso invadia a minha boca.

Agora, por vezes, perdida em passos desnudos de certezas,

atrapalha ter a alma encharcada, ter um sorriso forçado

ou acolher a pulsação dos lábios doridos

de tanto esperar pela maciez da água que não me sobra.

"Viver todos os dias cansa"

E é tão estranho este sentir de nadas

Esperar por um nada de que não sei

pendurada na sensação pesada de não viver...

olhar para trás e ver anavalhados na liquidez dos dias

os sonhos dos meses

(...) estou em stand by (...)

Como um comboio numa estaçao fantasma

"Como os passageiros à espera de um outro destino

Naquelas salas de aeroporto que são onde melhor se ouve

A solidão de estarmos tão perdidos como eu aqui,

Que por momentos nos transformamos em verdadeiros fantasmas

Sem sombra sequer, sem nada.Até acontecer alguma coisa.

Vai ter de acontecer alguma coisa.E não acontece

Vou calcorrear as ruas da minha infância, procurar o combioio

para não me perder de vez...

Lá persistem as aves, as pedras, e os homens, as árvores, os sons

e a serenidade

Lá ainda que assustado um futuro persiste.

E então, eu voltarei a saber o que fazer do tempo .

 

Madalena

(Maio 2008)

 

 

 

Concorri com esta poesia em Português

no concurso Italiano de poesia "Poeti per un giorno" nunca pensei...

que fosse distinguida  por entre tantas, foi mesmo ...

surpreendente...

 

"Son qui, a nome di tutto lo staff, per consegnarti il Premio/Award
 "Poeti per un giorno" del mese di maggio
La tua poesia è stata considerata fra le più belle ,
tra le 12 concorrenti,insieme ad altre 4
Complimentoni da tutto lo Staff"
 
Tiziana
 
Grazie a tutto lo Staff
 
( Nikita, Rosarossa, Spaziatrice, L'Araba Fenice)
 
Sorrisos  de Madalena 
 
(19/06/2008)
 
 
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Não Sinto

  

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Não Sinto

 

Deixo os meus dedos repousar

nas teclas do meu computador,

sinto as minhas mãos suspensas

Paro para olhar, de olhos fechados

Preciso respirar, sinto um aperto,

um suspiro e muita tristeza, quero

sair do escuro, iluminar minha alma

continuar com doçura, mas os sonhos

não os sinto, perderam-se de mim.

Escondo-me, a solidão toma conta

da minha alma, parece que todos

os meus sentires desapareceram,

perdi a paixão dos instantes, será isto

a minha crise dos trinta...isso existe?!...

Será apenas uma tempestade na minha

vida daquelas que nos avassalam

devoram a nossa alma, os olhos

deixam de brilhar e funcionam

com os sorrisos forçados, doridos,

incompreendidos, agressivos!

Não sinto as minhas mãos, na realidade

gostaria muito de voltar a encontrar

os meus sonhos...aqueles com brilhos.

(...)

São dias amargos, mas os meus preferidos

são sem duvida os de chocolate, doces.

Beijos da

Madalena

(14/06/2008)

 

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perdi a paixão dos instantes.
 
descalça de movimento
 
ou rotação de vento.
 
apagaram-se todos os fósforos
 
 da tarde
 
a noite chega como se fora uma falésia
 
de mar
 
a vestir a palidez da lua
 
e eu aguardo. ainda.
 
desbravar um chão íntimo de prelúdios.
 
beijos Madalena.
 
(15/06/2008)

  Lua

Eclipse Emanente***

Gosto tanto do que escreves!!!

Madalena

 

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Da Janela do Meu Quarto

 

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Da Janela do Meu Quarto

 

Ouço no vazio um som, um grito

que é a voz de quem chora, um

pranto amplamente calado.

Perco-me pelo Oceano profundo

afogando a esperança, na minh'Alma

sinto a dôr que me rasga o corpo.

São os meninos de Africa que esperam

dia após dia que uma estrela

brilhe no firmamento...

Eu, no meu silêncio, escrevo

em páginas brancas imaculadas,

"o meu caderninho", sinto magia nos

dedos onde me nascem silêncios

tristes, vazios e até mesmo esquecidos.

Não passam o horizonte infinito,

onde sei que nunca vou chegar,

volto-me e olho para a paisagem

da janela do meu quarto, é verde

 azul e  colorida, delicio-me.

Um breve olhár, da janela do meu quarto.

Adormeço e espero...o amanhã.

Madalena

(10/06/2008)

 

da janele do meu quarto
 
olho para além do horizonte.
 
uma insónia alastra, intolerável
 
edifica gitos de espanto
 
trás-me o terror aprisionado na garganta.
 
consigo ver...da janele do meu quarto
 
esse poente distante
 
onde a terra arde em sangue
 
sem que a lucidez acorde o mundo.
 
 
beijos, Madalena
 
lua
 
 
 

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Simples

   

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Uma Chuvinha Simples

 

  Gostava de exprimentar ser chuva.

Uma chuvinha simples, aquela miudinha

que nos faz sentir bem...

Ser uma gotinha libertada por uma simpatica

nuvem descendo tranquila até cair sobre

o rio da minha cidade, do mar, das minhas

flores favoritas e especialmente em

pessoas que gostam de a sentir como eu...

Sei que a chuva miudinha me fascina, assim

como o mar e algumas flores, não sei bem

o porquê...agora com a Primavera

Veris leta facies

não deveria estar a pensar no sol brilhante?

...

Madalena 

(7/06/2008)

 

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A Voz

 

 

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A Voz

 

As nuvens vejo-as fazem cócegas umas ás outras...

A brisa da tarde acaricia as montanhas e os outeiros.

Deito a minha cabeça numa nuvem de ternas fantasias,

deixo que o vento me sussurre palavras doces...

Não sinto o meu corpo, mas vou em direcção  à

 Terra do Peter Pan, onde o Capitão Gancho já não mora.

Vou ouvir as palavras mágicas que me fazem alegrar o meu espirito.

Ouço ao longe o som da tua voz balançar sobre o vento,

a voz que vem...atrevo-me a segui-la.

Voar contigo é tudo que preciso, num sorriso e um beijo.

E as Minhas Mãos nas Tuas, Abraço-te e Amo-te

Meu Amor!  

Madalena

 (28/05/2008)

... 

 

a voz que vem...
 
 abre os olhos da manhã
 
respira o tempo, rumor de vento
 
a voz que vem...
 
trás manhãs de pássaros
 
olhos de sonhos que me dizem mar
 
mãos enlaçadas, nuvens de amor.
 

  Eclipse Imanente

   (29/05/2008)  

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Luz dos Sonhos

 

 

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Luz dos Sonhos

 
 
 
 
Brilha no Céu desta noite muito escura
 
sem estrelas, a luz dos sonhos.
 
Encontro no ar um perfume que
 
me faz lembrar de ti...
 
És a brisa que sinto na noite escura
 
enquanto me perco sozinha, sem ti
 
nesta minha Cidade, na rua das pedras
 
da calçada...onde a multidão grita, calada.
 
Na memória cansada, guardo a tua imagem
 
Olho para o Céu tremo de frio escrevo o
 
teu nome com o meu olhar inquieto.
 
Parece que elas agora brilham mais...
 
Chamei por ti ao vento, numa Saudade
 
Eterna, mas penso que ele fez de conta
 
e fugiu...estava cansado de me ouvir.
 
Não te vejo, mas sei que estás por aí  algures
 
 onde o Céu beija a poeira do deserto.
 
Onde a lua te abraça e te sorri com todo
 
o seu encantamento, porque eu  não tenho
 
sorriso , mas quero muito encontrár -lo.
 
O teu brilho esta noite, não me abandona
 
sinto a tua luz na minha escuridão...
 
Hoje tenho a luz dos sonhos, estou tranquila.
 
 
Madalena
 
22/05/2008
 
 
 

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Colorindo os Dias

 

 

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Colorindo os Dias
 
 
 
Num tempo antigo ouvia o vento
 
ele murmurava-me  segredos
  
o sorriso no meu rosto era aberto
 
Não sei o que ele me diz agora,
 
sinceramente nem sei se o escuto.
 
Calaram-se as minhas palavras?
 
Quanto vale o meu  Silêncio?
 
Quanto vale a minha angustia?
 
E as tuas mãos nas minhas?
 
Talvez se eu voltar a escutar o 
 
vento ele me murmure afectos...
 
E, talvez eu os possa guardar
 
no meu peito, eternamente.
 
Existe tempo, para compôr ternura.
 
Tudo parece estar certo...por agora
 
Há o Sonho, o Azul ,o Vento e o Horizonte
 
Por campos lisos ou estradas desertas
 
ouço os sons das guitarras e violas da
 
Tuma Académica da minha juventude...
 
Com o vento simplesmente a passar
 
sinto a brisa do mar...Renasço.
 
Gostaria de falar e saber explicar
 
 Saudades que sinto das memórias
 
que me fazem ainda sorrir...
 
Se fechar os olhos ao vento
 
apenas por instantes, talvez
 
Consiga erguer todos os sonhos
 
caídos, porque o Céu, além das
 
 estrelas, é feito de cores assim!
 
*Entre o perfume das palavras
 
que me acordam todos os dias
 
deste Meu e Teu Tempo
 
vou colorindo os meus dias.
 
Obrigado a todos!
 
 Madalena
 
(15/05/2008)
 
 
 

                          

 

Zeca Afonso

 

Saudades de Coimbra  

   

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Atreve-te a julgar. Julga os outros julgando-te a ti mesmo.
A natureza das coisas é a tua natureza. Respira-te, despe-te,
faz amor com as tuas convicções, não te limites a sorrir
quando não sabes mais o que dizer. Os teus dentes
estão lavados, as tuas mãos são amáveis, mas falta-te
decisão nos passos e firmeza nos gestos.
Procura-te. Tenta encontrar-te antes que te agarre a
voracidade do tempo.
Faz as coisas com paixão. Uma paixão irrequieta,
que não te dê descanso
e te faça doer a respiração. Aspira o ar, bebe-o com força, é
teu, nem um centavo pagarás por ele.
Quanto deves é à vida, o que deves é a ti mesmo. Canta.
Canta a água e a montanha e o pescoço do rio,
e o beijo que deste e o beijo que darás, canta
o trabalho doce da abelha e a paciência com que crescem
as árvores,
canta cada momento que partilhas com amigos, e cada
amigo
como um astro que desponta no firmamento breve do teu
corpo.
E canta o amor. E canta tudo o que tiveres razão para
cantar.
E o que não souberes e o que não entenderes, canta.
Não fujas da alegria. A própria dor ajuda-te a medir
a felicidade. Carrega nos teus ombros os séculos passados e
os séculos vindouros,
muito do pó que sacodes já foi vida, talvez beleza, orgulho,
pedaços de prazer.
A estrela que contemplas talvez já não exista, quem sabe,
o que te ajudou a ser vida de quantas vidas precisou. Canta!
Se sentires medo, canta. Mas se em ti não couber a alegria,
não pares de cantar.
Canta. Canta. Canta. Canta. Canta. Constrói o teu amor,
vive o teu amor,
ama o teu amor. De tudo o que as pessoas querem, o que
mais querem é o amor.
Sem ele, nada nunca foi igual, nada é igual, nada será igual
alguma vez.
Canta. Enquanto esperas, canta.
Canta quando não quiseres esperar.
Canta se não encontrares mais esperança. E canta quando a
esperança te encontrar.
Canta porque te apetece cantar e porque gostas de cantar e
porque sentes que é preciso cantar.
E canta quando já não for preciso. Canta porque és livre.
E canta se te falta a liberdade.

Joaquim Pessoa
 
"Vou-me Embora de Mim"