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    Sopro Murmurado ✿ܓ

     

    VivertodososdiasCansa

     

    ✿ܓ✿ܓ✿ܓ✿ܓ 

    Sopro Murmurado

     

    Um sopro murmurado num beijo doce

    de uma noite quente de Verão me terá

    despertado, sinto uma profunda e louca

    vertigem num olhar gelado, o mundo

    gira, fecho os olhos e abandono-me.

    Quantos passos temos ainda para dar?

    Sossego o meu olhar por dentro do reflexo

    da água do rio da minha cidade...

    A cada passo me interrogo...Sim!

    Hoje, sinto-me só.

    Assim.

    Na crueldade das páginas em branco

    e do silêncio mais gritante de sempre.

    Assim hoje.

    Os beijos, a musica, as palavras, os segredos

    que me fazem sorrir em cada esquina

    da minha Cidade, esqueceram-se de mim.

    Sei que navegam soltos nas ondas das

     memórias.

    Assim hoje, mas nunca amanhã.

    Amanha? Hoje. Vou ser quente, vou ser sol,

    mar, vou ser sorrisos, vou ser caminho

    infinito...vou ser Eu!...

     

    Madalena
     
     

    30.06.2009

      

    flores&beijos

    ... 

     ando a lêr...

     

    "Entre duas pessoas há sempre um caminho infinito."

    É a frase que ela escreve no seu caderninho de capa dura.

    Mal acorda.Ainda sentada na cama.Não quer dizer necessariamente

    que concorde.Quer dizer que gosta daquela frase.Como quem gosta

    ... lagos na infância...

    Se há um caminho não pode ser infinito.Um caminho tem de ser

    percorrido.Uma frase pode ser bela sem ser verdadeira.

    in Pedro Paixão pág.93 Rosa Vermelha Em Quarto Escuro

     

     `*.¸¸.*´`*.¸*' ':.ﻶჱﻶﻉ.:' `*.¸¸.*´`*.¸
     

     

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    Libertam-se Entre Gritos❤

     

    Gritos

     Madalena

     

    Libertam-se entre Gritos
     
     
    Sentimentos são  frutos

    E nós provamos de tudo um pouco

    Gostos agres, gostos doces
     
    Por vezes vindo aos pares

    Baralhando o paladar

    Ou esgotando-o de tanto o usar

    E onde se alojam esses sabores?

    Nos espelhos da nossa alma

    No labirinto do nosso coração

    Nos corredores da nossa mente

    E que poder tem sobre nós?

    Sobre a alma, o coração, a mente?

    Gostos agres que vão selando o olhar

    Gostos doces que estimulam o sorriso

    Que não querem caber na nossa caixinha

    Ansiando por uma libertação

    Por um grito de liberdade

    Querendo sempre deixar a sua marca

    Não se querem guardar na mente

    Não se querem guardar no coração

    Querem viver para sempre presentes

    E não aceitam o seu esquecimento

    E sem nos dar por conta

    Fogem por um distraído suspiro

    Em tons de confissão

    Libertam-se entre gritos

    Ao sentirem corações longínquos

    Para que se consigam escutar

    Através de toda a exaltação

    Libertam-se em beijos

    Libertam-se em calmas palavras

    Ao sentirem irrigações perto das suas

    Não sendo preciso empregar

    Palavras bradadas

    Apelando ao entendimento

    Apelando que os oiçam

    E se preciso for

    Apelando que os ajudem

    Mágoas, alegrias, tristezas, lágrimas,
     
    ... estas também se cansam

    De viver presas em espelhos negros

    De viver assombradas em único ser

    Procuram então corações próximos

    Alimentando-se ao sugar seu paladar
     
    Procuram encontrar um novo refúgio
     
    em mim, ou em ti...neste compasso
     
    de tempo em que espero pelo comboio;
     
    da vida...
     
    Beijos
     
    ✿Madalena✿
     
    25.06.2008
     
     madalena
     

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    Brisa da Tarde

     

    Brisa

     

    madalena

     

    Brisa da Tarde

    Lá em cima as nuvens fazem cócegas umas

    ás outras...

    A brisa da tarde acaricia as montanhas,

     os outeiros e os vales...

    Há um movimento eterno que me fustiga

    o corpo e me cansa a memória.

    Algo me remete para o imenso

    As minusculas particulas desfazem-se

    em mensagens incandescentes.

    Logo á noite vou adormecer

    e sonhar que sou o alento que

    tranquiliza a ventania...da vida.

    Para que o Verão me encha

    de luz e me aqueça a alma.

    beijos

    Madalena

     

    ---

    às vezes trazemos
    o orvalho da mahã
    a cruzar a memória
    das mãos

    outras carregamos o vento
    em todos os poentes
    peço:
    a um deus de alento e de esperãnça
    __ traz .me uma foice de luz
    e de bonança

    Lua

    ---

    Movimento fugidio

    No teu fatigado…
    E movimento fugidio me inebrio
    E ilumino a causa tua!

    Enalteço-te a memória
    Engrandeço tua imensidão…
    Suavizo a tua brisa
    Sou vento suão…

    Ilumino os teus sonhos
    E aqueço-te a alma…

    José M. Silva
     

     Madalena

     

    madalena 

     

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    Inspiro Fragâncias

     

    Fragancias

      

    Inspiro Fragâncias

     

    Vivo numa Cidade pintada de branco

    inundada pela luz da lua, vejo-a resistindo

    ao Passado vivendo ainda num Tempo

    distante, são as lendas e glórias de Viriato.

    Que belas histórias as da minha Cidade!!!

    Mas a minha manhã ainda ... não se

    levantou deste branco, desta neblina.

    Vejo na minha Cidade, nos bancos do Jardim

    gentes enamoradas, nestas noites quentes

    fazem crescer devagar a relva do chão,

    os lagos que a Lua faz no chão, quando

    abraça os eternos apaixonados...

    Inspiro a fragância das flores e ao

    Infinito vou buscar a Eternidade que

    me abraçará no Tempo...

    Aos Ceus vou buscar  a divina musica

    que nos embalará pela vida por muitas

    madrugadas, pedirei aos anjos que cubram

    com suas asas o nosso amor e o protejam.

    O Tempo estará para nós, porque a

    Esperança ainda persiste em meu  coração.

    Amo-te Meu Amor!

    Madalena

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    Mergulhar em nós próprios, no nosso ser ;
    descer aos nossos poços, abismos interiores ,
    não é mergulhar em todos, descer aos abis -
    mos dos homens todos ?

    Acaso, o que existe em mim, não existe
    em ti, e naquele outro, ainda - em todos ?

    Alcyone Skocky  

     

    mas a minha mahã
    não se levanta
    ou uma onda rebentou na praia
    e desfez o amr

    a menina pousa o olhar
    sobre a caixinha dos silêncios.

    o destino é largo
    mas habita a noite
    onde um barco
    é a voz de um tempo
    de ninguém
    .

    Lua

     

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    *** 


     

    Ruas da Minha Infância❤

     
    Ruas
     
     
     
     
    Ruas da Minha Infância
     
     

    Lembro-me de todas as ruas da minha infância

    Quando ando perdida

    Que reencontro nas franjas da memória

    E da chuva dessa perdida infância...

    Parece que tinha mais pingos para eu contar...

    E a da minha juventude era mais molhada, mais granizada

    Mais certeira que uma hora marcada

    E nesta ausência do tempo, o fascinio...

    de ser livre...

    enquanto molhado o corpo o sorriso invadia a minha boca.

    Agora, por vezes, perdida em passos desnudos de certezas,

    atrapalha ter a alma encharcada, ter um sorriso forçado

    ou acolher a pulsação dos lábios doridos

    de tanto esperar pela maciez da água que não me sobra.

    "Viver todos os dias cansa" pedro paixão

    E é tão estranho este sentir de nadas

    Esperar por um nada de que não sei

    pendurada na sensação pesada de não viver...

    olhar para trás e ver anavalhados na liquidez dos dias

    os sonhos dos meses

    (...) estou em stand by (...)

    Como um comboio numa estaçao fantasma

    "Como os passageiros à espera de um outro destino

    Naquelas salas de aeroporto que são onde melhor se ouve

    A solidão de estarmos tão perdidos como eu aqui,

    Que por momentos nos transformamos em verdadeiros fantasmas

    Sem sombra sequer, sem nada.Até acontecer alguma coisa.

    Vai ter de acontecer alguma coisa.E não acontece

    Vou calcorrear as ruas da minha infância, procurar o comboio

    para não me perder de vez...

    Lá persistem as aves, as pedras, e os homens, as árvores, os sons

    e a serenidade

    Lá ainda que assustado um futuro persiste.

    E então, eu voltarei a saber o que fazer do tempo .

     

    ✿Madalena✿

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    os meus olhos doendo na infância
    é inverno sobre a terra
    e umas mãos incertas de pássaros
    formulam a urgência dos gestos de menina
    da paisagem da inocência.

    Lua


       

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    ❤Sem Palavras

       

    sempalavras

     

    Sem Palavras

     

    Como se pode falar tanto

    e não se dizer nada...

    O que seria de mim sem palavras?

    Existem palavras que espero,

    mas não me encontram.

    Outras magoam e inquietam,

    o silêncio que me enviam.

    Palavras de que fujo,

    mas que me perseguem.

    E o silêncio a que as remeto,

    não me tranquilizam.

    Fico calada e grito o silêncio.

    Escrevo palavras

    Choro poemas.

    Alguem me ensina a escrever

    palavras bonitas?

    Que falem cores alegres,

    risos, malmequeres e rosas.

    Não quero escrever tristezas

    e muito menos lágrimas.

    Ensinem-me...por favor!

     

     Madalena
     

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    não sei ensinar palavras
    nem o princípio do sol.
    nas minhas mãos escrevem-se silêncios
    apenas.
    as cidades invisíveis do amor.
    também a dor
    a tremente solidão
    quando do início das chuvas
    e as árvores se recolhem
    na obscuridade da noite.
    .
    .
    .
    e deixo-te um beijo e um leve murmúrio de mar

    lua
     

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    Marés e Amor

     

    amor

     

     

    Marés e Amor

    Que sabes tu das flores, das marés e do amor?

    De todas as lágrimas que caiem no meu rosto?

    Carrego toda a minha história entre a solidão

    e o delirio, pelos carreiros dos montes  da  Serra.

    O amor sinto que é um vento eterno, sem idade.

    No amor tudo vale e tudo cabe.

    No amor pintamos as cores da juventude.

    Gostaria de me deixar cair em marés de amor.

    Partir em direcção à eterna paisagem dos

    amores...

    Madalena

    (26.05.2009)

    ...

    que sabemos nós do amor?
    daquele amor que é feito de água e sangue
    e infinito
    que sabemos nós do amor
    dessa língua de vento
    atravessada no tempo
    que é fruta tombando
    em corpo aceso
    mordendo
    gemendo
    que sabemos nós do amor
    quando é silêncio
    e grito
    animal ferido
    pássaro mutilado
    estrela que somou as mãos
    verbo que rimou
    e foi naufrágio...

    que sabemos do amor?

     lua

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    Saudades Perdidasღ

     

    Saudades

     

     

    Saudades Perdidas

     

    Para além do tempo,

    em ocasionais manhãs

    de sol, prendemos as

    mãos e o olhár no nada.

    sentimo-nos vestidos

    de luto cerrado;

    resta-nos o vazio 

    e a tristeza envolvida

    nas saudades perdidas

    de uma infância feliz..

    Deixo-me cair no cansaço

    dos dias, porque o cansaço

    é a vida.

    Madalena

    (26.05.2009) 

    mãe
    diz.me dessa brevidade da infançia
    do tempo de amoras pretas e romãs maduras
    diz.me do corpo sem penhascos
    dos dedos sem abismos
    diz.me do céu com flores
    .
    .
    diz.me do amor.
    _____
    um ramo de giestas com aromas de infãncia para ti madalena

    lua

     

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    Tempestade

     

    Tempestade

     

    Tempestade

    Nos caminhos da inquietação

    cantamos muitas vezes

    dôr e paixão;

    Quero sentir o aroma

    do jardim, quero ser uma

    onda forte;

    Quero ser uma tempestade

    de amor forte;

    Na minha memória

    quero ouvir canções de

    ternura, nos ventos quero

    ouvir a água pura.

    Quero ser uma tempestade

    de amor.

     

    Madalena

    (26.05.2009)

     

    Todos nós temos uma tempestade interior
    que nos invade o espirito e nos liberta.
    Temos aquela força maior chamada "amor"
    que acelera o coração e nos desperta.

    Todos nós somos feitos de uma tempestade
    que nos permite odiar e nos leva a amar.
    Somos metade mentira e metade verdade
    embalados no vento que sopra sobre o mar!

    Com carinho,


    Tytta

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    ღ*Doces Sonhosღ

     

    Sonhos 

     

    Doces Sonhos

    Trago comigo um doce de sonhos

    se me quiseres encontrár,

    procura-me por aqui, pelas ruas

    da minha cidade.

    Hoje carrego um sorriso brilhante,

    trago na alma os teus olhos doces.

    Um sopro de vida renovou

    o que de bom guardo no meu

    coração.

    A vida continua a sorrir de braços

    abertos na cidade Viriato;

    sou mais uma vez mãe de um doce

    sorriso, uma ternura que me

    faz delirar entre uma e outra

    lágrima quero acreditar nos

    sorrisos francos. nas janelas abertas;

    nas flores coloridas e na vida.

     

    Com amor para os meus rapazes.

     

    Madalena

    (26.05.2009)

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    Saudades

     

    Saudades

     

    Saudades 

    Faltam-me as palavras

    nos dedos tristes

    porque não sei escrever

    a falta que me fazes

    e as saudades não se escrevem

    porque há sorrisos que nem sempre

    sei sorrir longe de ti

    Faltam-me as palavras nos dedos tristes

    porque não sei escrever

    a vontade dos teus beijos

    porque a distância não se escreve

    e há verdades de amor

    que só as digo no teu olhar

    Faltam-me as palavras

    e morrem-me nos dedos

    porque não consigo escrever

     vontades, sinto-as no teu corpo

    Não sei escrever palavras

    que não chegam para dizer amo-te

    sem abraçar-te e quero nunca mais

    ter de as escrever...

     

    *Esta poesia já foi escrita

    há já algum tempo, mas gosto muito

    dela porque significa muito para

    mim, porque as saudades não se

    escrevem mas sentem-se fica aqui

    o meu beijo e a promessa de que em

    breve vos visitarei para agradecer.

    Abraços

    Madalena

    15.01.2009

     

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    Sorriso Ligeiro

     

     

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    Sorriso Ligeiro

    Sou um sorriso ligeiro
    Sei que este Natal vou ouvir as palavras mágicas
    que me fazem alegrar o espirito.
    Ouço o som da tua voz balançar sobre o vento
    a voz que vem sussurra palavras doces, atrevo-me
    a segui-la...voar contigo num sorriso e um beijo.
    Este Natal deito a minha cabeça numa nuvem
    de ternas e suaves fantasias...vejo- as aos beijos
    fazem cócegas umas ás outras, deixo-me ir encontro-me
    no meu mundo fantástico, de sorrisos, gritos de alegria
    abraços meigos e doces olhares dos meus filhos.
    Este Natal sou um sorriso ligeiro amar-te é tudo
    o que preciso.
     
     
     
     
     
    Beijos e Um Doce Natal a todos os meus
    amigos, os meus votos são de saude e sorrisos,
    neste Natal vamos ser felizes.
     
     
     
     
     
    Abraços
     
     Madalena 
        
    (palavras soltas em 9.12.2008 )
     
     
        
     
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    Quero

     

     

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     Quero
     
     
    Ver os girassois esvoaçar, sentir as pétalas ao vento
    Sinto que todo o azul do Céu me diz que amo o mundo.
    Esfrego as pétalas nos olhos e sorrio porque
    a vida está constantemente a sorrir para mim.
    Abraçoa brisa suave e adormeço tranquila
    penso e sonho com um novo ser.
    Tudo o que de bom guardo ...
    peço que se renove no meu peito e na minha essência.
    Os bosques junto ao mar sei eu sorriem na noite
    de braços abertos ao mundo, são os amantes que se beijam
    e sonham sob a protecção divina da lua, todo o seu
    encantamento nos faz amar é um feitiço tranquilo e doce.
    A vida espera-me, o mar sente-me e a lua beija-me e abraça-me.
    Murmura-me palavras doces como se fosse aquela
    menina que corre com vestido ás pintinhas azuis e brancas
    pelos trigais em flôr, traz-me á memória o cheiro do rosmaninho.
    Por estes dias quero ser muito feliz,  recordar
    os cheiros doces das giestas, do rosmaninho e das camélias.
    Vou percorrer as ruas e  as calçadas da minha
    cidade de coração aberto e  sorrir para a vida.
     
    Madalena
     
    23.11.2008
     
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    O rio dissolve a imagem do crespúsculo da cidade
    a mulher caminha
    como um pastor
    um rebanho de pensamentos
    na esquina de todas as horas
    flores pesadas de seiva e cânticos de Lorca
    o rio correndo há hora em que a lua se dissolve
    e das palavras um ventre cheio de labaredas
    incendeia a terra.
    -----------pergunta-se----------
    que cavalo branco a galope na calçada da cidade?!
    o rosto cai
    numa encruzilhada de cascatas
    em cada ruga os rios que não desceu
    e pássaros
    pássaros nocturnos que contaminam as estrelam
    a dor dos homens num chão cansado
    a terra toda num grão de pó
    como um romance triste
    exorcizado em cada passada
    mas há um fio de horizonte e
    as palavras surgem doces
    a nomear o riso cristalino das crianças
    no intervalo dos pássaros
    e uma parede de vento
    empresta ao rio
    um rumor tranquilo de águas rolantes
    a geografia liquida de um olhar feliz
    nascendo
    crescendo...
     
     
     
     
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    Esta poesia foi-me oferecida nodia
    dos meus anos por uma amiga que muito
    estimo aLua para mim é sem duvida uma
    poetisa e amiga de muito valor.
    *Um dia destes perguntaram-me porque publicava
    aqui nas minhas páginas os meus textos e as poesia de outros...
    ...porque este espaço só existe e continua vivo
    por causa de grandes amizades que tenho neste mundo...
    estas páginas para mim só fazem sentido assim.
     
    ...há vozes distantes
    abre a mão
    há uma ternura a pousar-te
    nos pulsos
    uma rosa
    da raiz solar do meu coraçao
     
    obrigado Lua e a todos aqueles que
    me acompanham há já muito...
     
    Beijos
     
    Madalena
            
     
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    Palavras que Nos Unem

     

     

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    Palavras Que Nos Unem

     

    Por vezes sinto que nos meus voos de liberdade por

    entre areais de peito aberto tudo é longe mas tudo

    é  estranhamente muito perto...nestas correntes de amor e dôr.

    No entanto, meu amor, devo dizer-te que tudo aqui

    é sem duvida para mim terrivelmente distânte...

    Na minha inquietação chegas das caminhadas desse

    deserto sem fim, sinto nesse teu silêncio  um grito

    que ouço por aqui...sei que as tuas palavras descansam

    e as lágrimas da tua saudade secam nesse silêncio cru.

    Eu sou aquela protegida por um Anjo, um fruto silvestre

    que rompe todas as distâncias, tenho percorrido demasiadas

    estradas mas, meu amor, os meus beijos eternos continuam teus.

    Que bom este teu regressar das terras quentes de Africa...

    porque tudo aqui nos une a Saudade, o Amor, as Lágrimas

    e as tuas mãos nas minhas.

    Estas palavras  soltas foram escritas a pensar

    no meu amor de sempre, o meu marido.

    Madalena

    15.11.2008

    Send Me An Angel

     

    ...um fruto silvestre
     
    sumo
     
    aroma de esperãnça.
     
    sei que hoje
     
    é este o tempo
     
    amanhã
     
    tocarás com a sede
     
    sequiosa dos teus lábios
     
    o meu tempo
     
    amanhã
     
    será o vento.
      ...
    beijo-te.
     
    ... da minha querida amiga
     
     
    um anjo que se cruzou  na minha vida.
     
    Obrigado por tudo.
     
    Beijos
     
    Madalena

    18.11.2008

     

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    A Cada Instante

     

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    ...e a minha cidade
     
    branca de luz da lua sinto...
     
    a cada instante abre a palavra aos herois
     
    como se fora um rio a transbordar de cristais
     
    único na glória dos tempos.Viriato.
     
    Lá fora o sol é um fio de ouro, um incêndio
     
    a desnudar-me os ombros líricos.Inês e Pedro
     
    vestido pelo ardor dos amantes Romeu e Julieta
     
    descanso a memória deste delirante céu
     
    amor...sempre os meus...
     
    porque a cada instante
     
    podemos ser ruína ou beija-flôr.

    Madalena 

    (06.11.2008)

     

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    ...cheios de minas ferruginosas

    falta-nos a sombra de um velho
    e sábio carvalho.
     
    falta-nos um grande mar
    um patamar de sol
    um sítio de luz para ancorar
     
          ::::::::::::::::::::::
     
    ainda me prendem a voz
    mas procuro o som
    e beijo-te Madalena
     
     
    ... em cada palavra
    corre o meu sangue
    uma voz que perdura
    e me nasce e renasce
    vezes, mil vezes
    e perdura e é cinza
    em cada sílaba do corpo
    como um caminho invisível.
     
           alucinada de dor
                  e Amor
     
               :::::::::::::::::::::::::::
     despida de asas, ainda...
    abraço-te!
     
     

    ...da minha querida amiga

    Luisa que tanto gosto por ser a

    minha inspiração . 

     

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    Busca da Perfeição

     

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    "Na busca incessante da perfeição nunca somos inteiramente felizes"

     

    Procuramos incessantemente o conto de fadas, sussurado aos nossos ouvidos, numa distante infância feliz

    Vivemos uma vida intensa, aos olhos de outrém, temos tudo, tudo, e no fim da cada dia não somos ninguém

    Lutamos, parimos, criamos, amamos, fomos tudo, amadas, mimadas, lembradas, esquecidas perdidas, numa rotina, numa matriz

    Esquecemos quem somos querendo ser quem sonhámos, choramos, gritamos, suportamos ser quem somos querendo somente ser alguém

    Passam os dias, as horas, os meses, os anos, as dores, as lágrimas, os sorrisos e alegrias e não entendemos

    aquela angústia instalada no peito

    Acordamos e sentamo-nos tantas vezes, desfeitas, enfeitadas, sem forças, de olhos rasos de saudade esperando o que não sabemos sequer proferir

    Temos tudo, somos tudo, fizemos tudo e aquela sensação de vazio que nos invade em dias que não queremos fartas de querer,

    poder, ser, ter, nada parece perfeito

    Seguimos, prosseguimos e não atingimos nunca o que nos angustia, um querer não querer, um ter e não ter um ser e não ser,

    a busca da perfeição que não nos deixa seguir

     

    Cansadas de nada, de ninguém,

    cansadas da nossa busca de algo que não sabemos que é,

    perdidas na amálgama da vida aparentemente perfeita,

    que para nós não passa de um sonho

    Mas, um sonho de quê?

    (Maria João)

     Para ti e para mim doce Madalena

     

     

    Este texto foi escrito pela minha querida Maria João  Amarte 

    que eu gosto mesmo muito é uma irmã  que  um dia

    se atravessou no meu caminho e que  faz parte da minha vida.

    Obrigado João!

    Madalena

    (24.10.2008)

     

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    Falta-me

     

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    Falta-me

    Se me quiseres encontrar

    procura-me por aqui, pelas

    ruas da minha cidade,

    perto dos chorosos vales

    da minha querida Serra da Estrela.

    Em cada esquina da minha cidade

    deliro e murmuro febril em silêncio.

    PORQUE SE ME CALAM AS PALAVRAS?

    não consigo gritar ao mundo...

    As palavras da minha boca silênciaram-se

    mas eu continuo a gritar os meus

    cansaços intermináveis, em silencio

    eu ardo, eu choro, eu sinto-me com dor

    Acredito que brevemente e cada vez

    mais só conseguirei apenas falar com este

    caderninho branco, onde as páginas

    são brancas, limpas, imaculadas.

    Ando perdida pelo mundo, sinto a

    cor do vazio, e o vazio o que é?

    O vazio é pura e simplesmente só.

    O tempo sei que passa e eu fico parada

    Fico á espera que chegues, á espera que vás

    Minh'Alma doi-me, é uma dôr louca

    daquela que ri, porque é lenta para que

    a possa sentir cada segundo eterno, sem

    piedade, falta-me viver, falta-me

    um pouco de loucura na vida.

    Falta-me a agitaçao, falta-me

    o delirio, a transgressão.

    Falta-me

         Falta-me

      O Sorriso e a Paz!

    Madalena

    (palavras soltas em 12.08.2008 )

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    Andam à solta os Poetas

    No Seio da Multidão...

    Alimentam-se, dos Sonhos perdidos;

     
    Das Nuvens que surgem no Verão,
     
    De Estetas, d'Almas Feridas;
     
    P'lo Sabor da incompreensão.
     
    Vagueiam, infelizes e Vazios!...
     
    Pelo Fogo sem Combustão;
     
    Vestem-se com o pranto dos Estios,
     
    Com a Penumbra qu'alimenta;
     
    Das Cores e alguns tons Frios
     
    Que, por vezes a Tristeza Afugenta...
     
    Vêem-se por detrás dos Espelhos,
     
    Na Sua Aura Macilenta...
     
    Soltam-se e Gritam sem poder parar!?
     
    Sentem a Dor qu'afungenta,
     
    A Esperança d'um Novo Estiolar!
     
    Sons, acordes que se Desvanecem...
     
    Sopros, que não Conseguem chegar!
     
     
    ...do meu sempre amigo Apolinário   

      Beijos e abraços da Madalena

    em 16/10/2008

      
     
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    Cartas de Amor

     

     

    Cartas de Amor

     

    Chegamos a uma altura na vida em que não cremos mais em sonhos
     
    Mas desejamos acreditar com todas as nossas forças, então (eu )pego
     
    nas minhas cartas de amor que me sorriem com o olhar e me pedem
     
    para voltar a acreditar...Tenho-as nas minhas memórias, haverá
     
    alguem que não as tem?!...Envelopes macios, ligeiros, quase sempre
     
    perfumados e decorados com miudinhas flores muito delicadas.
     
    Sorrisos francos e um brilho no olhar, tantos segredos misteriosos.
     
    Senti tantas vezes a minh'alma  completamente beijada e mimada.
     
    Os ventos sopravam doçura lá para os lados da Serra da Estrela.
     
    A luz da Primavera reflectia-se no vermelho dos telhados.
     
    As floristas exibiam os seus ramalhetes coloridos e farfalhudos.
     
    E a brisa fresca fustigava as tristezas soluçadas que passavam
     
    pela minha rua.Eu sou um sorriso ligeiro, ou uma valsa lenta
     
    Sou lágrima solta que cai sem brando, o que não é grave.
     
    Cartas de amor que chegam na calma de um olhar ansioso
     
    Muitos sorrisos ...e gargalhadas dei completamente inocentes.
     
    Que encanto me traz o teu canto, meu amor, prendi-me a
     
    todas as sombras do sol, amarrei por dentro as tardes calmas.
     
    "O meu amor usa o correio, mas o correio trapaceia
     
    e a carta que não chega e o amor fica sem saber se é ou não."
     
    As cartas de amor fizaram sempre parte da minha juventude,
     
    hoje não se usam, mas acreditem que as tenho numa malinha
     
    todas juntas e que um dia os meus netos...saberão um pouco
     
    da minha história e talvez as gargalhadas se ouçam nos
     
    vales da Serra da Estrela...
     
    Cartas de Amor quem nunca as escreveu, quem nunca as recebeu?
     
    Elas ainda que por momentos, podem dár-nos algum alento.
     
     
    (palavras soltas em 14/05/2008)
      
     
     
    Madalena
     
    Beijos e Abraços
     
    9.10.2008
     
     
     
     
     
    Minha querida João Obrigado pela tua amizade
    pelas tuas sempre amigas palavras adoro-te .
    Bem sabes que fazes parte da minha vida.
    Obrigado.
     
    Beijinhos Doces
     
    Madalena
     
     
     
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    Verbo Amar

     

     

     

    Vi os meus passos na terra pisada...

    Em todos os gritos da história mais

    ouvida, por isso mais contada.

    Em todos os segredos das minhas

    madrugadas, foram gritos nas voltas

    dos tempos.

    Rasga-se o meu peito aparentemente

    calmo, um eterno vazio...

    Tudo é grito, dôr, mais do que peço,

    mais do que quero.

    Sinto-me tão imperfeita!

    Procuro um verso no horizonte

    que me levante o olhar de novo

    para a luz imensa.

    Quero partir, não sei bem qual

    o meu rumo, levo flores porque

    ainda as consigo olhar com delicia.

    Agarro as correntes dos mares e

    dos segredos...

    Gostaria de ouvir pelos cantos das

     ruas  da minha cidade... o Verbo Amar

    parece que esqueci de o proclamar!

    Sinto-me a cair de um precipicio...

    mas, hei-de  decorar o Verbo Amar!

    Amar! Porque Eu amo.

    Tu amas.Sempre.

    Ele ama...Nós amamos...

     

    Vós amais...Eles amam...

    Madalena

    Verbo Amar

    (palav. soltas Junho 2008)

     

    "procuro um verso no horizonte"
    enquanto a morte espera nas palavras
     
    a minha voz é a luz de uma candeia
     que se apaga e me deixa a noite
    a cicatriz de todas as dores
    junto ao orvalho do rosto.
     
    supostamente ________o verso afogou
    no caminho até ao mar.
     
     
    Beijos minha amiga Lu, já tinha saudade
    das tuas sempre belas palavras.
     
    Mada
     
    07.09.2008
     
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    Horizonte

         

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    É no horizonte que me perco e muitas vezes

    procuro pedaços das minhas memórias felizes

    Redopio e minha alma percorre caminhos

    sem fim, não sei bem onde quero chegar porque

    sou inconstante, só me sinto bem onde não estou;

    Parece-me que preciso um passado que não

    tem principio e um futuro sem fim.Inquieta sempre.

    Muitas vezes para além do Horizonte o que vejo

    nem sempre é belo ou pacifico, murmuro tantas

    vezes ao vento gemidos sofridos, porque sinto;

    as dores dos povos doentes porque lhes falta o pão.

    Para além do horizonte vejo lágrimas, ouço as

    gargantas roucas, os gritos calados e vejo diamantes

    de sangue implorar por um pouco de dignidade.

    Não quero ver, não quero sentir; sinto. que o horizonte

    me aniquila a alma de dôr durante minutos eternos.

    Mas, por vezes o vento  com as suas certezas, sussura;

    Para Além do Horizonte existe ainda algo chamado

    Fé, Esperança, ainda existe o sonho com o que

    Deve existir para Além do HORIZONTE...

    Sinto então uma vontade ? que nem sequer

     possui nome, não tem côr, qualquer coisa que

    não se expressa, que muito menos se define...

    Sei. M' Olhar sobre o Horizonte transforma-se

     vê que tudo se encontra em perfeita harmonia;

    o amor , o mar grandioso e belo, os jardins floridos. 

     Os sonhos continuam a comandar vida, vejo ainda

    entre uma ou outra lágrima teimosa;

    o Céu a beijar a Terra.

    Madalena

    2.09.2008

     

    Todos os dias estendo o meu olhar para além do horizonte,
    numa tentativa de ver chegar os passos que quero seguir.
    Pendo o meu corpo, um pouco mais, sobre a janela da alma
    que se abre aos poucos, enquanto espera  pelo destino.
     
    Sento-me descalça na beira de uma calma fonte
    que me embriaga com sonhos sobre o que há-de vir.
    E deito-me no sono profundo de uma noite calma,
    embalada pelo vento de um sentimento ainda menino.
     
     
    Patricia Madeira 
     
    1.09.2008
     

    Beijinhos gostei muito

    amiga Tytta (autora do livro

    Minh'Alma em Pedaços)

     

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