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Sopro Murmurado ✿ܓ
✿ܓ✿ܓ✿ܓ✿ܓ Sopro Murmurado
Um sopro murmurado num beijo doce de uma noite quente de Verão me terá despertado, sinto uma profunda e louca vertigem num olhar gelado, o mundo gira, fecho os olhos e abandono-me. Quantos passos temos ainda para dar? Sossego o meu olhar por dentro do reflexo da água do rio da minha cidade... A cada passo me interrogo...Sim! Hoje, sinto-me só. Assim. Na crueldade das páginas em branco e do silêncio mais gritante de sempre. Assim hoje. Os beijos, a musica, as palavras, os segredos que me fazem sorrir em cada esquina da minha Cidade, esqueceram-se de mim. Sei que navegam soltos nas ondas das memórias. Assim hoje, mas nunca amanhã. Amanha? Hoje. Vou ser quente, vou ser sol, mar, vou ser sorrisos, vou ser caminho infinito...vou ser Eu!...
✿Madalena✿
30.06.2009
... ando a lêr...
"Entre duas pessoas há sempre um caminho infinito." É a frase que ela escreve no seu caderninho de capa dura. Mal acorda.Ainda sentada na cama.Não quer dizer necessariamente que concorde.Quer dizer que gosta daquela frase.Como quem gosta ... lagos na infância... Se há um caminho não pode ser infinito.Um caminho tem de ser percorrido.Uma frase pode ser bela sem ser verdadeira. in Pedro Paixão pág.93 Rosa Vermelha Em Quarto Escuro
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Libertam-se Entre Gritos❤
Libertam-se entre Gritos
Sentimentos são frutos
E nós provamos de tudo um pouco Gostos agres, gostos doces Por vezes vindo aos pares Baralhando o paladar Ou esgotando-o de tanto o usar E onde se alojam esses sabores? Nos espelhos da nossa alma No labirinto do nosso coração Nos corredores da nossa mente E que poder tem sobre nós? Sobre a alma, o coração, a mente? Gostos agres que vão selando o olhar Gostos doces que estimulam o sorriso Que não querem caber na nossa caixinha Ansiando por uma libertação Por um grito de liberdade Querendo sempre deixar a sua marca Não se querem guardar na mente Não se querem guardar no coração Querem viver para sempre presentes E não aceitam o seu esquecimento E sem nos dar por conta Fogem por um distraído suspiro Em tons de confissão Libertam-se entre gritos Ao sentirem corações longínquos Para que se consigam escutar Através de toda a exaltação Libertam-se em beijos Libertam-se em calmas palavras Ao sentirem irrigações perto das suas Não sendo preciso empregar Palavras bradadas Apelando ao entendimento Apelando que os oiçam E se preciso for Apelando que os ajudem Mágoas, alegrias, tristezas, lágrimas, ... estas também se cansam De viver presas em espelhos negros De viver assombradas em único ser Procuram então corações próximos Alimentando-se ao sugar seu paladar Procuram encontrar um novo refúgio em mim, ou em ti...neste compasso
de tempo em que espero pelo comboio;
da vida...
Beijos
✿Madalena✿
25.06.2008
Brisa da Tarde
Brisa da Tarde Lá em cima as nuvens fazem cócegas umas ás outras... A brisa da tarde acaricia as montanhas, os outeiros e os vales... Há um movimento eterno que me fustiga o corpo e me cansa a memória. Algo me remete para o imenso As minusculas particulas desfazem-se em mensagens incandescentes. Logo á noite vou adormecer e sonhar que sou o alento que tranquiliza a ventania...da vida. Para que o Verão me encha de luz e me aqueça a alma. beijos
--- às vezes trazemos --- Movimento fugidio
Inspiro Fragâncias
Inspiro Fragâncias
Vivo numa Cidade pintada de branco inundada pela luz da lua, vejo-a resistindo ao Passado vivendo ainda num Tempo distante, são as lendas e glórias de Viriato. Que belas histórias as da minha Cidade!!! Mas a minha manhã ainda ... não se levantou deste branco, desta neblina. Vejo na minha Cidade, nos bancos do Jardim gentes enamoradas, nestas noites quentes fazem crescer devagar a relva do chão, os lagos que a Lua faz no chão, quando abraça os eternos apaixonados... Inspiro a fragância das flores e ao Infinito vou buscar a Eternidade que me abraçará no Tempo... Aos Ceus vou buscar a divina musica que nos embalará pela vida por muitas madrugadas, pedirei aos anjos que cubram com suas asas o nosso amor e o protejam. O Tempo estará para nós, porque a Esperança ainda persiste em meu coração. Amo-te Meu Amor! Madalena
Mergulhar em nós próprios, no nosso ser ;
mas a minha mahã
*** Ruas da Minha Infância❤![]() Ruas da Minha Infância
Lembro-me de todas as ruas da minha infância Quando ando perdida Que reencontro nas franjas da memória E da chuva dessa perdida infância... Parece que tinha mais pingos para eu contar... E a da minha juventude era mais molhada, mais granizada Mais certeira que uma hora marcada E nesta ausência do tempo, o fascinio... de ser livre... enquanto molhado o corpo o sorriso invadia a minha boca. Agora, por vezes, perdida em passos desnudos de certezas, atrapalha ter a alma encharcada, ter um sorriso forçado ou acolher a pulsação dos lábios doridos de tanto esperar pela maciez da água que não me sobra. "Viver todos os dias cansa" pedro paixão E é tão estranho este sentir de nadas Esperar por um nada de que não sei pendurada na sensação pesada de não viver... olhar para trás e ver anavalhados na liquidez dos dias os sonhos dos meses (...) estou em stand by (...) Como um comboio numa estaçao fantasma "Como os passageiros à espera de um outro destino Naquelas salas de aeroporto que são onde melhor se ouve A solidão de estarmos tão perdidos como eu aqui, Que por momentos nos transformamos em verdadeiros fantasmas Sem sombra sequer, sem nada.Até acontecer alguma coisa. Vai ter de acontecer alguma coisa.E não acontece Vou calcorrear as ruas da minha infância, procurar o comboio para não me perder de vez... Lá persistem as aves, as pedras, e os homens, as árvores, os sons e a serenidade Lá ainda que assustado um futuro persiste. E então, eu voltarei a saber o que fazer do tempo .
✿Madalena✿
os meus olhos doendo na infância Lua
❤Sem Palavras
Sem Palavras
Como se pode falar tanto e não se dizer nada... O que seria de mim sem palavras? Existem palavras que espero, mas não me encontram. Outras magoam e inquietam, o silêncio que me enviam. Palavras de que fujo, mas que me perseguem. E o silêncio a que as remeto, não me tranquilizam. Fico calada e grito o silêncio. Escrevo palavras Choro poemas. Alguem me ensina a escrever palavras bonitas? Que falem cores alegres, risos, malmequeres e rosas. Não quero escrever tristezas e muito menos lágrimas. Ensinem-me...por favor!
Madalena
não sei ensinar palavras
nem o princípio do sol. nas minhas mãos escrevem-se silêncios apenas. as cidades invisíveis do amor. também a dor a tremente solidão quando do início das chuvas e as árvores se recolhem na obscuridade da noite. . . . e deixo-te um beijo e um leve murmúrio de mar lua
Marés e Amor
Marés e Amor Que sabes tu das flores, das marés e do amor? De todas as lágrimas que caiem no meu rosto? Carrego toda a minha história entre a solidão e o delirio, pelos carreiros dos montes da Serra. O amor sinto que é um vento eterno, sem idade. No amor tudo vale e tudo cabe. No amor pintamos as cores da juventude. Gostaria de me deixar cair em marés de amor. Partir em direcção à eterna paisagem dos amores... Madalena (26.05.2009) ... que sabemos nós do amor?
Saudades Perdidasღ
Saudades Perdidas
Para além do tempo, em ocasionais manhãs de sol, prendemos as mãos e o olhár no nada. sentimo-nos vestidos de luto cerrado; resta-nos o vazio e a tristeza envolvida nas saudades perdidas de uma infância feliz.. Deixo-me cair no cansaço dos dias, porque o cansaço é a vida. Madalena (26.05.2009) mãe
diz.me dessa brevidade da infançia do tempo de amoras pretas e romãs maduras diz.me do corpo sem penhascos dos dedos sem abismos diz.me do céu com flores . . diz.me do amor. _____ um ramo de giestas com aromas de infãncia para ti madalena lua
Tempestade
Tempestade Nos caminhos da inquietação cantamos muitas vezes dôr e paixão; Quero sentir o aroma do jardim, quero ser uma onda forte; Quero ser uma tempestade de amor forte; Na minha memória quero ouvir canções de ternura, nos ventos quero ouvir a água pura. Quero ser uma tempestade de amor.
Madalena (26.05.2009)
Todos nós temos uma tempestade interior
ღ*Doces Sonhosღ
Doces Sonhos Trago comigo um doce de sonhos se me quiseres encontrár, procura-me por aqui, pelas ruas da minha cidade. Hoje carrego um sorriso brilhante, trago na alma os teus olhos doces. Um sopro de vida renovou o que de bom guardo no meu coração. A vida continua a sorrir de braços abertos na cidade Viriato; sou mais uma vez mãe de um doce sorriso, uma ternura que me faz delirar entre uma e outra lágrima quero acreditar nos sorrisos francos. nas janelas abertas; nas flores coloridas e na vida.
Com amor para os meus rapazes.
Madalena (26.05.2009)
Saudades
Saudades Faltam-me as palavras nos dedos tristes porque não sei escrever a falta que me fazes e as saudades não se escrevem porque há sorrisos que nem sempre sei sorrir longe de ti Faltam-me as palavras nos dedos tristes porque não sei escrever a vontade dos teus beijos porque a distância não se escreve e há verdades de amor que só as digo no teu olhar Faltam-me as palavras e morrem-me nos dedos porque não consigo escrever vontades, sinto-as no teu corpo Não sei escrever palavras que não chegam para dizer amo-te sem abraçar-te e quero nunca mais ter de as escrever...
*Esta poesia já foi escrita há já algum tempo, mas gosto muito dela porque significa muito para mim, porque as saudades não se escrevem mas sentem-se fica aqui o meu beijo e a promessa de que em breve vos visitarei para agradecer. Abraços Madalena 15.01.2009
Sorriso Ligeiro
Sorriso Ligeiro Sou um sorriso ligeiro
Sei que este Natal vou ouvir as palavras mágicas
que me fazem alegrar o espirito.
Ouço o som da tua voz balançar sobre o vento
a voz que vem sussurra palavras doces, atrevo-me
a segui-la...voar contigo num sorriso e um beijo.
Este Natal deito a minha cabeça numa nuvem
de ternas e suaves fantasias...vejo- as aos beijos
fazem cócegas umas ás outras, deixo-me ir encontro-me
no meu mundo fantástico, de sorrisos, gritos de alegria
abraços meigos e doces olhares dos meus filhos.
Este Natal sou um sorriso ligeiro amar-te é tudo
o que preciso.
Beijos e Um Doce Natal a todos os meus
amigos, os meus votos são de saude e sorrisos,
neste Natal vamos ser felizes.
Abraços
Madalena (palavras soltas em 9.12.2008 )
Quero
Quero
Ver os girassois esvoaçar, sentir as pétalas ao vento
Sinto que todo o azul do Céu me diz que amo o mundo.
Esfrego as pétalas nos olhos e sorrio porque
a vida está constantemente a sorrir para mim.
Abraçoa brisa suave e adormeço tranquila
penso e sonho com um novo ser.
Tudo o que de bom guardo ...
peço que se renove no meu peito e na minha essência.
Os bosques junto ao mar sei eu sorriem na noite
de braços abertos ao mundo, são os amantes que se beijam
e sonham sob a protecção divina da lua, todo o seu
encantamento nos faz amar é um feitiço tranquilo e doce.
A vida espera-me, o mar sente-me e a lua beija-me e abraça-me.
Murmura-me palavras doces como se fosse aquela
menina que corre com vestido ás pintinhas azuis e brancas
pelos trigais em flôr, traz-me á memória o cheiro do rosmaninho.
Por estes dias quero ser muito feliz, recordar
os cheiros doces das giestas, do rosmaninho e das camélias.
Vou percorrer as ruas e as calçadas da minha
cidade de coração aberto e sorrir para a vida.
Madalena
23.11.2008
O rio dissolve a imagem do crespúsculo da cidade
a mulher caminha
como um pastor
um rebanho de pensamentos
na esquina de todas as horas
flores pesadas de seiva e cânticos de Lorca
o rio correndo há hora em que a lua se dissolve
e das palavras um ventre cheio de labaredas
incendeia a terra.
-----------pergunta-se----------
que cavalo branco a galope na calçada da cidade?!
o rosto cai
numa encruzilhada de cascatas
em cada ruga os rios que não desceu
e pássaros
pássaros nocturnos que contaminam as estrelam
a dor dos homens num chão cansado
a terra toda num grão de pó
como um romance triste
exorcizado em cada passada
mas há um fio de horizonte e
as palavras surgem doces
a nomear o riso cristalino das crianças
no intervalo dos pássaros
e uma parede de vento
empresta ao rio
um rumor tranquilo de águas rolantes
a geografia liquida de um olhar feliz
nascendo
crescendo...
Esta poesia foi-me oferecida nodia
dos meus anos por uma amiga que muito
estimo aLua para mim é sem duvida uma
poetisa e amiga de muito valor.
*Um dia destes perguntaram-me porque publicava
aqui nas minhas páginas os meus textos e as poesia de outros...
...porque este espaço só existe e continua vivo
por causa de grandes amizades que tenho neste mundo...
estas páginas para mim só fazem sentido assim.
...há vozes distantes
abre a mão
há uma ternura a pousar-te
nos pulsos
uma rosa
da raiz solar do meu coraçao
obrigado Lua e a todos aqueles que
me acompanham há já muito...
Beijos
Madalena
Palavras que Nos Unem
Palavras Que Nos Unem
Por vezes sinto que nos meus voos de liberdade por entre areais de peito aberto tudo é longe mas tudo é estranhamente muito perto...nestas correntes de amor e dôr. No entanto, meu amor, devo dizer-te que tudo aqui é sem duvida para mim terrivelmente distânte... Na minha inquietação chegas das caminhadas desse deserto sem fim, sinto nesse teu silêncio um grito que ouço por aqui...sei que as tuas palavras descansam e as lágrimas da tua saudade secam nesse silêncio cru. Eu sou aquela protegida por um Anjo, um fruto silvestre que rompe todas as distâncias, tenho percorrido demasiadas estradas mas, meu amor, os meus beijos eternos continuam teus. Que bom este teu regressar das terras quentes de Africa... porque tudo aqui nos une a Saudade, o Amor, as Lágrimas e as tuas mãos nas minhas. Estas palavras soltas foram escritas a pensar no meu amor de sempre, o meu marido. Madalena 15.11.2008
...um fruto silvestre
sumo
aroma de esperãnça.
sei que hoje
é este o tempo
amanhã
tocarás com a sede
sequiosa dos teus lábios
o meu tempo
amanhã
será o vento.
...
beijo-te.
... da minha querida amiga
um anjo que se cruzou na minha vida.
Obrigado por tudo.
Beijos
Madalena
18.11.2008
A Cada Instante
...e a minha cidade
branca de luz da lua sinto...
a cada instante abre a palavra aos herois
como se fora um rio a transbordar de cristais
único na glória dos tempos.Viriato.
Lá fora o sol é um fio de ouro, um incêndio
a desnudar-me os ombros líricos.Inês e Pedro
vestido pelo ardor dos amantes Romeu e Julieta
descanso a memória deste delirante céu
amor...sempre os meus...
porque a cada instante
podemos ser ruína ou beija-flôr.
Madalena (06.11.2008)
...cheios de minas ferruginosas
...da minha querida amiga
Luisa que tanto gosto por ser a
minha inspiração . Busca da Perfeição
"Na busca incessante da perfeição nunca somos inteiramente felizes"
Procuramos incessantemente o conto de fadas, sussurado aos nossos ouvidos, numa distante infância feliz Vivemos uma vida intensa, aos olhos de outrém, temos tudo, tudo, e no fim da cada dia não somos ninguém Lutamos, parimos, criamos, amamos, fomos tudo, amadas, mimadas, lembradas, esquecidas perdidas, numa rotina, numa matriz Esquecemos quem somos querendo ser quem sonhámos, choramos, gritamos, suportamos ser quem somos querendo somente ser alguém Passam os dias, as horas, os meses, os anos, as dores, as lágrimas, os sorrisos e alegrias e não entendemos aquela angústia instalada no peito Acordamos e sentamo-nos tantas vezes, desfeitas, enfeitadas, sem forças, de olhos rasos de saudade esperando o que não sabemos sequer proferir Temos tudo, somos tudo, fizemos tudo e aquela sensação de vazio que nos invade em dias que não queremos fartas de querer, poder, ser, ter, nada parece perfeito Seguimos, prosseguimos e não atingimos nunca o que nos angustia, um querer não querer, um ter e não ter um ser e não ser, a busca da perfeição que não nos deixa seguir
Cansadas de nada, de ninguém, cansadas da nossa busca de algo que não sabemos que é, perdidas na amálgama da vida aparentemente perfeita, que para nós não passa de um sonho Mas, um sonho de quê? (Maria João) Para ti e para mim doce Madalena
Este texto foi escrito pela minha querida Maria João Amarte que eu gosto mesmo muito é uma irmã que um dia se atravessou no meu caminho e que faz parte da minha vida. Obrigado João! Madalena (24.10.2008)
Falta-me
Falta-me Se me quiseres encontrar procura-me por aqui, pelas ruas da minha cidade, perto dos chorosos vales da minha querida Serra da Estrela. Em cada esquina da minha cidade deliro e murmuro febril em silêncio. PORQUE SE ME CALAM AS PALAVRAS? não consigo gritar ao mundo... As palavras da minha boca silênciaram-se mas eu continuo a gritar os meus cansaços intermináveis, em silencio eu ardo, eu choro, eu sinto-me com dor Acredito que brevemente e cada vez mais só conseguirei apenas falar com este caderninho branco, onde as páginas são brancas, limpas, imaculadas. Ando perdida pelo mundo, sinto a cor do vazio, e o vazio o que é? O vazio é pura e simplesmente só. O tempo sei que passa e eu fico parada Fico á espera que chegues, á espera que vás Minh'Alma doi-me, é uma dôr louca daquela que ri, porque é lenta para que a possa sentir cada segundo eterno, sem piedade, falta-me viver, falta-me um pouco de loucura na vida. Falta-me a agitaçao, falta-me o delirio, a transgressão. Falta-me Falta-me O Sorriso e a Paz! Madalena (palavras soltas em 12.08.2008 ) Andam à solta os Poetas No Seio da Multidão... Alimentam-se, dos Sonhos perdidos; Das Nuvens que surgem no Verão,
De Estetas, d'Almas Feridas;
P'lo Sabor da incompreensão.
Vagueiam, infelizes e Vazios!...
Pelo Fogo sem Combustão;
Vestem-se com o pranto dos Estios,
Com a Penumbra qu'alimenta;
Das Cores e alguns tons Frios
Que, por vezes a Tristeza Afugenta...
Vêem-se por detrás dos Espelhos,
Na Sua Aura Macilenta...
Soltam-se e Gritam sem poder parar!?
Sentem a Dor qu'afungenta,
A Esperança d'um Novo Estiolar!
Sons, acordes que se Desvanecem...
Sopros, que não Conseguem chegar!
...do meu sempre amigo Apolinário
Beijos e abraços da Madalena em 16/10/2008 Cartas de Amor
Cartas de Amor
Chegamos a uma altura na vida em que não cremos mais em sonhos
Mas desejamos acreditar com todas as nossas forças, então (eu )pego
nas minhas cartas de amor que me sorriem com o olhar e me pedem
para voltar a acreditar...Tenho-as nas minhas memórias, haverá
alguem que não as tem?!...Envelopes macios, ligeiros, quase sempre
perfumados e decorados com miudinhas flores muito delicadas.
Sorrisos francos e um brilho no olhar, tantos segredos misteriosos.
Senti tantas vezes a minh'alma completamente beijada e mimada.
Os ventos sopravam doçura lá para os lados da Serra da Estrela.
A luz da Primavera reflectia-se no vermelho dos telhados.
As floristas exibiam os seus ramalhetes coloridos e farfalhudos.
E a brisa fresca fustigava as tristezas soluçadas que passavam
pela minha rua.Eu sou um sorriso ligeiro, ou uma valsa lenta
Sou lágrima solta que cai sem brando, o que não é grave.
Cartas de amor que chegam na calma de um olhar ansioso
Muitos sorrisos ...e gargalhadas dei completamente inocentes.
Que encanto me traz o teu canto, meu amor, prendi-me a
todas as sombras do sol, amarrei por dentro as tardes calmas.
"O meu amor usa o correio, mas o correio trapaceia
e a carta que não chega e o amor fica sem saber se é ou não."
As cartas de amor fizaram sempre parte da minha juventude,
hoje não se usam, mas acreditem que as tenho numa malinha
todas juntas e que um dia os meus netos...saberão um pouco
da minha história e talvez as gargalhadas se ouçam nos
vales da Serra da Estrela...
Cartas de Amor quem nunca as escreveu, quem nunca as recebeu?
Elas ainda que por momentos, podem dár-nos algum alento.
(palavras soltas em 14/05/2008)
Madalena
Beijos e Abraços
9.10.2008
Minha querida João Obrigado pela tua amizade
pelas tuas sempre amigas palavras adoro-te .
Bem sabes que fazes parte da minha vida.
Obrigado.
Beijinhos Doces
Madalena
Verbo Amar
Vi os meus passos na terra pisada... Em todos os gritos da história mais ouvida, por isso mais contada. Em todos os segredos das minhas madrugadas, foram gritos nas voltas dos tempos. Rasga-se o meu peito aparentemente calmo, um eterno vazio... Tudo é grito, dôr, mais do que peço, mais do que quero. Sinto-me tão imperfeita! Procuro um verso no horizonte que me levante o olhar de novo para a luz imensa. Quero partir, não sei bem qual o meu rumo, levo flores porque ainda as consigo olhar com delicia. Agarro as correntes dos mares e dos segredos... Gostaria de ouvir pelos cantos das ruas da minha cidade... o Verbo Amar parece que esqueci de o proclamar! Sinto-me a cair de um precipicio... mas, hei-de decorar o Verbo Amar! Amar! Porque Eu amo. Tu amas.Sempre. Ele ama...Nós amamos...
Vós amais...Eles amam...
Madalena Verbo Amar (palav. soltas Junho 2008)
"procuro um verso no horizonte"
enquanto a morte espera nas palavras
a minha voz é a luz de uma candeia
que se apaga e me deixa a noite
a cicatriz de todas as dores
junto ao orvalho do rosto.
supostamente ________o verso afogou
no caminho até ao mar.
Beijos minha amiga Lu, já tinha saudade
das tuas sempre belas palavras.
Mada
07.09.2008
Horizonte
É no horizonte que me perco e muitas vezes procuro pedaços das minhas memórias felizes Redopio e minha alma percorre caminhos sem fim, não sei bem onde quero chegar porque sou inconstante, só me sinto bem onde não estou; Parece-me que preciso um passado que não tem principio e um futuro sem fim.Inquieta sempre. Muitas vezes para além do Horizonte o que vejo nem sempre é belo ou pacifico, murmuro tantas vezes ao vento gemidos sofridos, porque sinto; as dores dos povos doentes porque lhes falta o pão. Para além do horizonte vejo lágrimas, ouço as gargantas roucas, os gritos calados e vejo diamantes de sangue implorar por um pouco de dignidade. Não quero ver, não quero sentir; sinto. que o horizonte me aniquila a alma de dôr durante minutos eternos. Mas, por vezes o vento com as suas certezas, sussura; Para Além do Horizonte existe ainda algo chamado Fé, Esperança, ainda existe o sonho com o que Deve existir para Além do HORIZONTE... Sinto então uma vontade ? que nem sequer possui nome, não tem côr, qualquer coisa que não se expressa, que muito menos se define... Sei. M' Olhar sobre o Horizonte transforma-se vê que tudo se encontra em perfeita harmonia; o amor , o mar grandioso e belo, os jardins floridos. Os sonhos continuam a comandar vida, vejo ainda entre uma ou outra lágrima teimosa; o Céu a beijar a Terra. Madalena 2.09.2008
Todos os dias estendo o meu olhar para além do horizonte,
numa tentativa de ver chegar os passos que quero seguir.
Pendo o meu corpo, um pouco mais, sobre a janela da alma
que se abre aos poucos, enquanto espera pelo destino.
Sento-me descalça na beira de uma calma fonte
que me embriaga com sonhos sobre o que há-de vir.
E deito-me no sono profundo de uma noite calma,
embalada pelo vento de um sentimento ainda menino.
Patricia Madeira
1.09.2008
Beijinhos gostei muito amiga Tytta (autora do livro Minh'Alma em Pedaços)
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